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Mindfulness e Saúde: Um Tratamento Natural contra Doenças

Mindfulness e Saúde

Mindfulness e Saúde

Pesquisas já comprovam a eficácia do Mindfulness como uma terapia complementar para o tratamento de diversos sintomas e problemas de saúde. Confira  neste artigo os principais:

Pode parecer frase-cliché de livros de autoajuda, mas a ciência tem apresentado resultados cada vez mais consistentes de que a mente pode, sim, curar e prevenir uma infinidade de doenças. O cardiologista Herbert Benson, da Universidade Harvard, um dos maiores pesquisadores da meditação e do poder das crenças na promoção da saúde, chega a estimar em seu livro Medicina Espiritual que 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas apenas usassem o pensamento para combater as tensões do estresse que são causadoras de complicações físicas.

No caso do mindfulness, estudos científicos realizados nos Estados Unidos e em vários países da Europa já demonstraram os benefícios que a atenção plena pode trazer para quem tem problemas de saúde. As indicações vão desde o auxílio no controle de transtornos psíquicos, como ansiedade, depressão e hiperatividade, até o alívio de dores crônicas e o tratamento complementar de diversas enfermidades, a exemplo do câncer, da gastrite e da fibromialgia.

O leque de benefícios cientificamente comprovados é tão grande que o Ministério da Saúde incluiu a meditação na lista de Práticas Integrativas e Complementares atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

  • Combata as Dores Crônicas:

Uma pesquisa publicada em 1985 no Journal of Behavioral Medicine já mostrava a melhora na dor crônica de 90 pacientes que praticaram dez semanas de mindfulness. Uma das hipóteses é de que a técnica muda a relação da pessoa com a dor, o que influenciaria os sintomas físicos.

Por cima do quadro de dor, a pessoa cria sofrimentos secundários e elaborações emocionais negativas, como raiva e culpa. A atenção plena ajuda a perceber isso melhor.Além disso, um dos efeitos colaterais do mindfulness é o relaxamento, que também diminui a dor.

Pesquisas de neuroimagem em pacientes com dor crônica indicam ainda que áreas do cérebro responsáveis pela experiência da dor ficam menos ativas quando se pratica mindfulness “por mais de oito semanas, todos os dias. A prática pode ser exercitada durante a rotina. Levam-se à consciência as informações extraídas por meio dos sentidos. Dessa forma, a pessoa se faz presente àquilo que está vivendo.

Confira a seguir os principais sintomas e doenças que podem ser tratados com o auxilio da atenção plena e de outras práticas meditativas:

 

  • Imunidade Fortalecida

Estudos realizados na Universidade Wisconsin (EUA) apontam que meditar melhora a ação do sistema Imunológico, que defende o organismo contra o ataque de vírus e bactérias. A experiência comparou dois grupos de voluntários — um constituí-do de pessoas que meditavam e outro que não.

Primeiro constatou-se que os meditadores tiveram um aumento na atividade da área cerebral relacionada às emoções positivas. Então, ambos os grupos foram vacinados contra gripe e submetidos a exames quatro semanas e oito semanas depois. O pessoal que meditava apresentou um número bem maior de anticorpos, o que sugere que seus sistemas de defesa estavam mais ativos.

Outra investigação, realizada na Universidade da Califórnia (EUA), chegou a conclusão semelhante ao constatar que, durante a prática meditativa, a enzima telomerase (ligada ao sistema imunológico) tem sua ação intensificada. Entretanto, o responsável pelo estudo, Clifford Saron, alerta que a prática, por si só, não resolve.

Seria apenas um dos mecanismos usados pelo organismo para aumentar o bem-estar do indivíduo. E é esse estado que age diretamente sobre a atividade da telomerase nas células do sistema imunológico, retardando o envelhecimento celular.

Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisadores analisou 60 pessoas durante três meses. Trinta delas praticaram meditação e a outra metade, não. As taxas da telomerase se mostraram cerca de 30% mais elevadas naquelas que meditavam. Foram esses pacientes que apresentaram, ainda, um aumento nas capacidades psíquicas, como melhora na percepção de controle e atenção, além da diminuição de neuroses ou de emoções negativas.

 

  • Crianças Hiperativas

Nos anos 1970, quando a prática da meditação virou moda e começou a se espalhar pelo Ocidente impulsionada pelo movimento hippie, o cantor e compositor brasileiro Walter Franco cantava que tudo era uma questão de “manter a mente quieta e a espinha ereta”.

Hoje, estudos científicos comprovam que os versos da música Coração Tranquilo poderiam mesmo fazer parte de uma receita médica ou de uma atividade extracurricular disponível em instituições de ensino desde o jardim da infância.

Principalmente nos tempos atuais, em que a hiperatividade tem complicado a vida e o aprendizado de muita gente que vive nas grandes metrópoles. Graças à ciência, hoje já se sabe que, com a prática da meditação, as crianças ficam mais atentas, menos impulsivas e melhoram o comportamento hiperativo.

 

  • Déficiti de Atenção

Só há pouco a psiquiatria ocidental reconheceu a existência do transtorno do deficit de atenção (síndrome caracterizada pela dificuldade de concentração, baixa tolerância à frustração e impulsividade), mas há milhares de anos tradições corno o budismo afirmam que todos sofremos desse distúrbio com mais ou menos intensidade.

Por isso, controlar a concentração é fundamental. A meditação pode ajudar exatamente nessa questão — segundo pesquisadores do Massachusetts General Hospital (MGH), Harvard Medical School e do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Eles testaram 12 voluntários sem experiência prévia em exercícios de meditação e descobriram que a prática estimula a concentração, assim como a memória. Tais efeitos positivos podem ser resultado de um controle maior das ondas cerebrais, mais especificamente do ritmo alfa. Para eles, meditar afeta positivamente funções cerebrais básicas, e isso independe da idade do praticante.

 

  • Diabetes Sob Controle

Mais de 16 milhões de brasileiros (8,1%) sofrem de diabetes e a doença mata 72 mil pessoas por ano no País, de acordo com o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, a incidência do diabetes quase duplicou nos últimos anos, saltando de 4,7% para 8,5% na população adulta, o que reflete um aumento dos fatores de risco associados, como o excesso de peso, a obesidade e a inatividade física.

Mas o que causa esse distúrbio? Segundo a American Diabetes Association, trata-se de uma doença tanto metabólica quanto emocional. Por isso, o tratamento bem-sucedido implica trabalhar com o conjunto total de “comportamentos de saúde”. É ai que entra a meditação, mais especificamente o conceito do mindful  eating.

De acordo com esse princípio, além de ajustar o que come para regular os níveis de glicose no sangue ao longo do dia, quem sofre de diabetes deve atentar também para a maneira de fazer as refeições.

Isso porque certos hábitos — como comer rápido, sem realmente saborear os alimentos ou enquanto faz outras atividades — influenciam não só na absorção dos nutrientes pelo organismo, mas também na quantidade de comida ingerida.

Comer de forma consciente, por outro lado, pode ajudá-lo a ganhar comando sobre o quê, quanto e por que você come.

Alerta o Centro Brasileiro de Mindful Eating, Além disso, o estilo de vida estressante cria problemas na relação da maioria dos consumidores com a comida — quem, após um dia da difícil, nunca pensou “preciso de um doce para compensar”?

O simples fato de praticar meditação, por sua vez, faz o organismo produzir menos hormônios relacionados ao estresse, como o cortisol, que sabidamente está ligado à gordura abdominal e ao aumento da resistência insulínica.

Somado a isso, observa-se uma significativa melhora na capacidade de lidar com os desafios do dia a dia sem descontar na comida. É o que indica o estudo intitulado Heidelberger Diabetes and Stress-Study (REMIS), realizado na Alemanha.

A equipe de pesquisadores concluiu que cultivar a atenção plena por meio de programas baseados em mindfulness impacta positivamente a hemoglobina A1C (HbA1C), medida de controle de glicose no sangue.

Após um ano, os indivíduos com diabetes tipo 2 que praticaram diariamente a meditação mantiveram seu nível de HbA1C. No entanto, aqueles que não praticaram tiveram um aumento médio de 0,5%.

Para completar, uma pesquisa chamada Kindness matte:  a randomized controlled trial of a mindful self compassion intervention, publicada em 2007 na revista Alternative Therapies, apontou queda na HbA1C de quase 0,5% entre pacientes que praticavam técnicas baseadas em mindfulness.

Como nenhum deles havia mudado suas dietas, o nível de atividade física ou o regime de medicação durante o estudo, a redução da hemoglobina foi atribuída exclusivamente à pratica regular da meditação. E embora essa queda verificada pareça modesta, já é suficiente para reduzir o risco de complicações do diabetes.

  • Regule a Pressão Arterial

Meditar pode ser uma alternativa para quem tem pressão alta. Segundo a American Heart Association, quando nos sentimos relaxados, os vasos sanguíneos se abrem e a pressão arterial cai. “Pouco a pouco, a prática traz a pressão para níveis mais próximos do normal, Já em pessoas normotensas (com pressão normal)”, a meditação parte da premissa básica de equilibrar o organismo, ou seja, não causa queda da pressão.

 

Com todos esses benefícios o que você está esperando para começar a praticar a meditação? Então participe desse desafio!

Desafio de 8 Dias de Meditação

Sobre Autor

Gabriel Menezes

Fundador do Spartancast, Consultor e Especialista Internacional em Liderança, Alta Performance e Mindfulness com atuação na área esportiva e empresarial. Terapeuta Holístico (Registro Profissional CRTH-BR: 3128) e Professor de Mindfulness credenciado pela International Meditation Teachers Trainers Association (IMTA) e Membro Executivo do International Institute for Complementary Therapists (IICT) e Membro Profissional da American Mindfulness Research Association (AMRA).

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