Ativismo Espiritual, uma perspectiva nada convencional

Ativismo Espiritual

Muitas vezes, é ecoado pelas massas marginalizadas que “o sistema não funciona para o povo” e “só funciona para a elite que o possui”.

Independentemente da ideologia, é muito difícil negar essa alegação quando a desigualdade social e a concentração de poder são evidentes por toda a sociedade, com muitos dados concretos para sustentá-las.

Essa realidade é tão visível que ela não pode ser questionado por ninguém, nem mesmo pelas pessoas com pouco acesso às informações. No entanto, o que geralmente não é discutido e é muito mais controverso é como implementar soluções tangíveis para o atual enigma social em que o mundo se encontra. Essa falta de soluções eficazes parece ser o maior obstáculo que impede um público que desperta rapidamente.

O problema é que muitas pessoas hoje praticam o ativismo de maneira totalmente errada, patinando sem sair do lugar, tentando empurrar pedra morro acima.

As três táticas mais comuns incluem:

  1. Julgar e reclamar constantemente das ações de outras pessoas
  2. Protestar contra as ações de outras pessoas ocupando espaço público, batendo panelas e/ou segurando cartazes.
  3. Fazer lobby com políticos e intermediários para promulgar novas leis que supostamente resolverão os problemas e “proteger” as pessoas.

Embora essas táticas possam funcionar em algum grau (obviamente não estão funcionando muito bem no momento), todas elas têm um problema fundamental que impede uma mudança genuína, e essa é a ação individual direta. Sempre pedindo e confiando em alguma outra entidade para ser o agente da mudança, como o governo ou as empresas privadas, as pessoas estão se despojando de seu próprio poder de mudar o sistema diretamente através de suas próprias ações individuais.

É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que elas estão sendo enganadas.

Mark Twain

Não é de admirar que as pessoas se sintam incrivelmente impotentes ao se deparar com a fera que é o sistema. No entanto, se existe uma verdade que todo ativista social precisa entender completamente, é que Nós, o Povo, somos aquilo que está alimentando a fera, e sem esse alimento, o parasita morreria de fome e cairia de joelhos, morrendo mais rápido do que muitos podem até entender.

Realmente não é tão complexo como muitos são levados a acreditar; requer apenas trabalho duro, disciplina focada, mente aberta, pesquisa aprofundada e adaptação constante a um mundo em constante mudança.

Com o dinheiro fazendo o mundo girar, privar financeiramente os aspectos corruptos do sistema pode ser o primeiro lugar para começar.

Por exemplo, em vez de reclamar dos baixos salários do Walmart ou dos baixos padrões de saúde alimentar do McDonald, simplesmente não trabalhe ou faça compras lá.

Isso afetará diretamente o bolso deles, e é provável que mais cedo ou mais tarde eles recebam a dica. Embora seja uma mentalidade simples, ela é algo muito difícil para a compreensão da maioria das pessoas na prática, principalmente porque elas têm sido doutrinadas a acreditar que dependem do sistema atual para a sua sobrevivência.

O vício psicológico é extremamente profundo, especialmente no Brasil, pois muitas pessoas nem percebem o quão incrivelmente viciadas no sistema elas estão. Elas não apenas são viciadas, mas também não conseguem perceber nenhuma outra alternativa às suas rotinas habituais e estão apegadas ao seu estilo de vida.

No entanto, se o sistema tiver alguma chance de mudar para pior, as pessoas precisam parar de apoiar financeiramente as instituições que vão contra seus interesses, como alimentos não saudáveis, mídia comprada, bancos criminosos, empresas gananciosas, relacionamentos não saudáveis ​​e governo desleal, entre outros.

Se a máquina do governo é de uma natureza que exige que você seja um agente da injustiça para o outro, então eu digo, desrespeite as leis.

Henry David Thoreau

Muitas vezes, surge o argumento de que “se boicotarmos o sistema, muitos perderão seus empregos”. Sim, isso é verdade até certo ponto, mas será que as pessoas são tão co-dependentes e sem confiança que não conseguem se adaptar ou começar de novo?

É como um viciado em heroína dizendo que ficará doente se parar de usar, justificando seu abuso contínuo e mascarando ainda mais seu vício doentio.

É verdade que o viciado pode ficar doente e sofrer abstinências pesadas por um período de tempo, mas é importante entender que essa é uma parte inevitável da mudança na qual, às vezes, é preciso passar por um momento difícil para sair melhor do outro, a longo prazo.

Não é isso que um exercício físico faz, colocando o corpo em estresse de curto prazo para obter ganhos a longo prazo?

Todo crescimento é inevitavelmente acompanhado por um período de inquietação e adaptação; portanto, isso deve ser assumido. As pessoas que usam essas desculpas estão apenas negando seu próprio medo da mudança, sem a vontade e o coração para enfrentar os tempos difíceis.

Então fica aqui o meu conselho, pare de deixar o medo te vencer, é realmente tão simples assim.

Em última análise, tudo se resume com as pessoas “sendo a mudança que desejam ver no mundo” através de sua própria produção de energia. Em vez de alimentar a fera ou confiar em outras pessoas para trocá-la, comece a comprar a luz que deseja ver.

Isso significa usar seu tempo, dinheiro e energia para suportar apenas os sistemas que promovem ética, lógica e amor.

Isso exigirá sacrifício; no entanto, se for adotado por aqueles que realmente buscam mudanças, o sistema não terá outra escolha a não ser se adaptar de acordo, pois as ações das pessoas são o que fazem tudo girar.

Isso, novamente, é difícil porque requer responsabilidade pessoal, pesquisa intelectual e ação proativa, algo que muitos desejam que os outros façam por eles. As pessoas terão que procurar novos estabelecimentos e, em algumas circunstâncias, isso pode exigir que as pessoas iniciem novos programas que tragam mudanças às comunidades onde elas não existem atualmente.

Isso significa iniciar novos grupos sociais, abrir novos negócios ou concorrer com um escritório local influente. Esta é uma ação individual direta no trabalho.

Isso chega a um nível mais profundo quando chega a hora das pessoas boicotar pacificamente muitas das leis injustas nas quais o governo implementou.

Foi isso que grandes pensadores como Martin Luther King Jr. entenderam e é por isso que o movimento que ele iniciou se mostrou tão eficaz. Ninguém está defendendo uma derrubada violenta do governo, pois é ilógico quando se compreende o vasto arsenal de armas que o governo possui, e que a violência gera apenas mais violência.

No entanto, quando o governo mostra repetidamente ao público que é corrupto e não dá a mínima para o povo ou a justiça, então as pessoas não têm escolha a não ser defender-se desobedecendo pacificamente.

E isso inclui pessoas atualmente empregadas pelo governo, porque fazer o que eles estão mandando é perpetuar apenas um ciclo vicioso negativo. Basta olhar para os nazistas, onde a maioria das pessoas simplesmente seguiam ordens de um comando superior.

Se é verdade que o governo é “do povo, pelo povo, para o povo”, os verdadeiros patriotas têm todo o direito de desobedecer ordens, ignorar leis injustas e se recusar a pagar impostos que financiam a corrupção em massa e a guerra perpétua.

Temos a responsabilidade moral de desrespeitas leis injustas.

Martin Luther King Jr.

No final, as pessoas devem perceber o verdadeiro poder que elas têm, e ele é maior do que qualquer outra coisa. Somos nós que puxamos os gatilhos que disparam as balas da guerra.

Somos nós que damos nosso dinheiro a empresas antiéticas que nos exploram. Somos nós que obedecemos às ordens e mantemos o sistema. É esse senso de responsabilidade pessoal que está faltando no movimento ativista.

O fato difícil e frio é que o sistema gira em torno das ações das massas, não das ações da elite. Parece apenas o contrário, porque as pessoas foram enganadas e propagandeadas para acreditar que precisam de mestres e não possuem poder direto. Isso não poderia estar mais longe da verdade.

Desperte e perceba que você tem o poder! Nós temos o poder! Uma vez que percebermos isso, a verdade e o amor que residem em uma quantidade esmagadoramente grande da população não podem e não serão interrompidos.

Então, vamos embarcar em uma nova solução: deixar a fera de joelhos e alimentar a luz. Isso é algo que cada um de nós tem uma responsabilidade pessoal para fazer, e é a única maneira pela qual uma mudança real se manifestará.

A hora é agora!

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Sobre Autor

Gabriel Menezes

Fundador do Spartancast, Consultor e Especialista Internacional em Liderança, Alta Performance e Mindfulness dando treinamentos corporativos em todos os continentes do mundo. DJ, Terapeuta Holístico (Registro Profissional CRTH-BR: 3128) e Professor de Mindfulness credenciado pela International Meditation Teachers and Therapists Association (IMTTA), Membro Executivo do International Institute for Complementary Therapists (IICT) e Membro Profissional da American Mindfulness Research Association (AMRA). Diretor e Representante da IMTTA no Brasil formando mais de 200 Professores de Meditação e Terapeutas. CEO do SOMA Awakening Breathworks nos Países de Língua Portuguesa.