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Música: A Linguagem da Alma

Música-Linguagem-da-Alma
Música-Linguagem-da-Alma

Se pudermos sentir que não é a nossa voz, nem os nossos dedos, mas sim alguma realidade profunda em nossos corações que está se expressando, então saberemos que a música que estamos tocando é a música da alma.

Sri Chinmoy

Você já pegou um violão ou colocou seu álbum favorito para tocar e deixou a música levar você a um lugar de felicidade e êxtase? A maioria das pessoas pode não entender de onde vem esse sentimento eufórico, mas, na minha opinião, vem de um lugar espiritual inato.

A música eleva a nossa consciência e nos apresenta uma realidade espiritual composta de som e cores puras, e é por isso que os músicos e cantores atraem tantas pessoas. Obviamente, há algo místico na música.

A música é uma linguagem metafísica universal que podemos usar para aliviar a nossa vibração e elevar qualquer pessoa que ouça nossos sons alegres e melódicos. Muitas pessoas acreditam que há mais música a nossa volta do que os nossos ouvidos podem captar (vibrações), e tiraremos o máximo proveito dela se pudermos nos abrir e considerar que a música pode ser algo realmente espiritual.

A música está rapidamente se tornando um modo de vida para mim, e eu não posso ficar muito tempo sem pegar o meu mixer e equipamentos para produzir novos sons. Muitas outras pessoas podem dizer o mesmo, e há uma razão pela qual muitas pessoas se dedicaram à música ao longo dos tempos. Eles foram exaltados por isso, viraram verdadeiros ídolos, alguns até foram eternizados e perceberam (inconscientemente) que esse é um dos caminhos mais diretos para uma vibração mais alta.

Aqui, veremos o que Sri Chinmoy, um verdadeiro “sonic yogi”, observou sobre o potencial da música para nos ajudar na elevação da nossa vibração e no nosso processo de evolução espiritual.

Sri Chinmoy sobre música e espiritualidade

Como já falei em uma live antes sobre Sri Chinmoy, ele foi um professor de espiritualiadade que nunca nos incentivou a abandonar totalmente a realidade física, mas a usar as ferramentas de expansão da consciência incorporadas a ela para aumentar nossa vibração e transcender nossas limitações. Ele foi um grande defensor de transcender as limitações e alcançar feitos milagrosos através do som, e ele compôs muitas músicas e poesias quando ainda estava vivo. Ele também era um defensor do do aprendizado da música como um meio de evoluir espiritualmente, e encorajou as massas a transcenderem suas percepções limitadas de si mesmas e a alcançar coisas que nunca pensaram que poderiam fazer antes.

Aqui, ouviremos a opinião dele sobre música e espiritualidade.

Primeiro, Sri Chinmoy nos diz que a música é “a linguagem interior ou universal de Deus.

Eu não sei francês, alemão ou italiano. Mas se a música é tocada, imediatamente o coração da música entra no meu coração, ou meu coração entra na música. Naquele momento, não precisamos de comunicação externa; a comunhão interior do coração é suficiente. Meu coração está em comunhão com o coração da música e em nossa comunhão nos tornamos inseparavelmente um. (1)

Quando se trata de elevar a nossa consciência espiritual, a música perde apenas para a meditação. Mas quando as duas são combinadas, uma potencializa a outra ainda mais.

No mundo espiritual, ao lado da meditação está a música, o sopro da música. Meditação é silêncio, energização e satisfação. O silêncio é a expressão eloquente do inexprimível. Aldous Huxley diz: ‘Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música'(2).

A música é a ferramenta mais próxima que temos para elevar a nossa vibração além da própria meditação, e é por isso que apreciá-la pode fornecer tantos benefícios no nível da alma. Ela também pode ser uma maneira melhor de alcançar as massas do que a meditação e, embora as meditações em grupo sejam populares, elas provavelmente não são tão populares quanto os shows e festivais de música.

Quase todo mundo adora um bom concerto, e eu imagino que as pessoas com consciência espiritual e social adoram assistir às apresentações de pessoas que usam sua música para lançar luz sobre questões que merecem atenção e discussão.

Através da música podemos aumentar a nossa consciência social e espiritual com a música, assim como também podemos aumentar a conscientização dos outros. Podemos fazer as pessoas pensarem em questões que têm a ver com a nossa sociedade ou a nossa evolução espiritual (ou ambas), enquanto subsequentemente entramos em um estado musicalmente meditativo.

Sri Chinmoy descreve como o silêncio que exploramos na meditação é relevante para a música.

O silêncio é a fonte de tudo. É a fonte da música e é a própria música. O silêncio é a música mais profunda e satisfatória do Supremo. O silêncio é como um riacho que vai para um lugar e se torna um rio, ou para outro lugar e se torna um riacho, ou para o mar onde é totalmente expandido.” (3)

A ‘Música divina’, ele nos diz, se origina no silêncio do Eu Superior.

O silêncio é o ninho e a música é o pássaro. O pássaro sai do ninho de manhã cedo e volta ao ninho à noite. Da mesma forma, no mundo espiritual, a música divina vem da alma que é íntima do silêncio. (4)

É seguro dizer que é aí que toda a música se origina, e mesmo a música pop que não é proveniente da fonte original, provavelmente tem raízes no silêncio. A música pop promove vaidade, materialismo e conceitos vazios que geralmente têm a ver com amor ou romance, sabemos que esse tipo de música provavelmente não aumentará a nossa consciência espiritual nem um pouco, mas tudo, inclusive ela, vem desse espaço sagrado e silencioso.

A escuridão se esforça para se manifestar na terra, Sri Chinmoy nos diz, e a luz faz o mesmo. Muitos de nós sabemos como a escuridão se manifesta (raiva, ódio, ganância, inveja, luxúria, ganância, ostentação, etc.), mas a música é uma das muitas maneiras pelas quais a luz se manifesta também.

“A música que é tocada e composta com a alma imediatamente desperta e inspira os nossos corações, porque ela incorpora o Supremo Absoluto. Música com alma é a Luz que quer se expressar de maneira divina. Mesmo quando as trevas querem manifestar sua autoridade na Terra, a Luz também quer manifestar sua Realidade e Divindade de uma maneira específica.

A luz é a alma de tudo. A luz é a alma da música, a luz é a alma do amor e a luz é a alma de toda arte. Quando a Luz se manifesta divinamente na forma de música, é a música da alma. (5)

A música, ele nos diz, significa auto-expansão e unidade.

“O EU se expande através da música. O Eu que se expande não é o Eu individual, mas o Eu ilimitado. A música é a expansão da realidade ilimitada. (6)

Nosso eu finito pode tirar algo valioso de nossa música, mas, na maioria das vezes, o eu ‘ilimitado’ é quem se beneficia quando uma música toca os nossos corações. A música nos permite conectar-se com esse aspecto ilimitado de nossa consciência e, novamente, a meditação é a única coisa que nos ajuda a forjar essa conexão de maneira mais direta então quando combinamos as duas coisas, os potenciais de transcedência são infinitos.

Meditação, Música e Ativismo

Não podemos negar que a meditação é uma das rotas mais diretas de volta à Fonte, mas a música também merece muito crédito. E é por isso que eu sou um ativista desse movimento onde combinamos música e meditação como um único elemento interconectado, harmonioso e ao mesmo tempo interdependente.

Sinto que a nossa evolução espiritual se baseia principalmente em meditação, criatividade e ativismo, e acho que mais pessoas perceberão o potencial da música para nos ajudar a nos conectar com a espiritualidade. Quando o fizerem, tenho certeza de que o abraçarão tanto quanto à meditação e então transcenderão o material. O despertar da humanidade não está longe, e quando mais as pessoas se conscientizarem, provavelmente recorrerão a coisas como a música para ajudá-las a sentir o espírito de maneiras que nada mais (além da meditação) pode.

A música melhorará muito nossa ‘vida espiritual’ se tivermos em mente que ela não está separada de nossa espiritualidade. Os dois são o mesmo, e lembrar disso é importante se queremos tirar o máximo proveito da música.

Podemos usar a música para nos ajudar em nossa vida espiritual, desde que saibamos que a música e a vida espiritual são como irmãos gêmeos; não podemos separá-los.

Como podemos separar dois dedos, dois olhos? Eles se sentam lado a lado. Se um olho não está funcionando bem, sentimos que nossa visão é imperfeita. Da mesma forma, a música e a vida espiritual devem andar juntas; um complementa o outro. (7)

A música complementa o espírito e, por sua vez, o espírito complementa (e aprimora) a música. Não podemos separar os dois se queremos aumentar nossa vibração com a música, é nisso que foca o meu trabalho, muito inspirado por Sri Chinmoy.

A música ajuda o buscador espiritual a se aprofundar para obter a máxima satisfação da vida, da verdade e da realidade. A vida espiritual, por sua vez, ajuda a música a oferecer sua capacidade e força, que é a luz da alma, para o mundo em geral. (8)

O mundo poderia usar músicas mais conscientes e inspiradas espiritualmente, mas, reconhecidamente, já existem muitos músicos conscientes na vanguarda do despertar cultural.

Eles estão fazendo o que podem para aumentar a conscientização e ajudar as pessoas a ver que existe uma realidade espiritual vibrante além da nossa percepção consciente, e esses músicos e artistas certamente merecem algum crédito por seus esforços intermináveis.

Temos muitos músicos para nos ajudar a nos conscientizar social e espiritualmente, e tudo o que precisamos fazer é nos abrir para as boas vibrações que permeiam suas músicas e a verdade que permeia suas letras. Eu poderia oferecer muitas recomendações de músicos espiritualmente conscientes (apesar de não serem tão conhecidos, maioria deles seriam artistas de reggae, folk e música eletrônica), e seus números de fãs aumentam cada vez mais, a propósito.

Mais e mais pessoas estão percebendo que a música faz mais do que satisfazer os sentidos físicos. Satisfaz o espírito e nos reintroduz à felicidade do nosso eu interior, e usa o incrível poder do som para fazê-lo.

Ao lado da cor (e, claro, do puro silêncio), a música é o maior elemento criativo que recebemos. Eu acho que o som e a cor são os principais responsáveis ​​por criar nossa realidade e, quando finalmente evoluirmos para uma vibração mais alta, acho que seremos inundados com frequências mais leves de som e de cor.

A música será incentivada e poderá se tornar nossa força vital. Já é a força vital de muitas pessoas, conscientes ou não, e continuará sendo à medida que ascendem às dimensões e descobrem estados de consciência cada vez mais puros e musicais que são compostos de êxtase e amor incondicional.

Continue acompanhando o meu blog para mais artigos sobre o potencial espiritual da música nas próximas semanas, porque, aos meus olhos, esse assunto é mais relevante para a nossa evolução do que qualquer outra coisa em que toquei recentemente.

Repito que há muito mais na música do que nossa vã sabedoria pode alcançar neste momento, e tenho certeza de que perceberá isso (e muitas outras coisas) à medida que nossa consciência continuar crescendo.

“A música externa vem de um instrumento externo. A música interior vem do coração. O nome dessa música interior é unicidade. ”

Sri Chinmoy

Fontes:

1-8: Srichinmoy.org: “Music: God’s Universal Language” [source]

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Sobre Autor

Gabriel Menezes

Fundador do Spartancast, Consultor e Especialista Internacional em Liderança, Alta Performance e Mindfulness dando treinamentos corporativos em todos os continentes do mundo. DJ, Terapeuta Holístico (Registro Profissional CRTH-BR: 3128) e Professor de Mindfulness credenciado pela International Meditation Teachers and Therapists Association (IMTTA), Membro Executivo do International Institute for Complementary Therapists (IICT) e Membro Profissional da American Mindfulness Research Association (AMRA). Diretor e Representante da IMTTA no Brasil formando mais de 200 Professores de Meditação e Terapeutas. CEO do SOMA Awakening Breathworks nos Países de Língua Portuguesa.