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Tolerância: Uma estratégia essencial para os empatas.

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Tolerância
Tolerância

Outro dia, aprendi um conceito muito interessante para todos nós, empatas: não deixe sua consciência exceder a sua tolerância.

Tire um minuto para digerir isso. Eu precisei.

O que isso significa é que, quando estamos super conscientes ou super abertos, captamos energias facilmente. Às vezes, quando absorvemos energias em locais lotados, podemos ficar irritados. Muita energia proveniente de lugares como num shopping ou a festas pode nos sobrecarregar.

Particularmente, se as pessoas que estão a sua volta estão inconscientes ou são desrespeitosas, ou, nomeie aqui qualquer outra atitude proveniente de pessoas que ainda estão presas a energias vibracionais densas/baixas, isso pode te afetar profundamente. Ou, no mínimo afetar o seu humor num instante.

Você já teve essa experiência? Eu sei, pois sinto isso frequentemente em certos lugares como por exemplo no transporte público.

Uma técnica simples e muito recomendada para os empatas é imaginar-se dentro de uma bolha ou em algum outro dispositivo de proteção para se sentir protegido da energia recebida.

Se você gosta dessa ideia, vá em frente!

Deixe a sua luz brilhar fortemente

No entanto, quando atingimos uma consciência mais elevada, percebemos que não precisamos ser protegidos. Quando sua luz está brilhando fortemente, ou seja, você está com a sua vibração elevada, essa por si só já é a sua proteção. Uma frequência mais alta torna você pouco atraente para a maioria das pessoas negativas. Se você estiver por perto de pessoas negativas, elas não vão te irritar pois a sua consciência desperta não vai deixar isso te incomodar.

Eu gosto de usar com os meus alunos a metáforo do copo… Quando estamos com a nossa energia (vibração) mais baixa, o copo está meio vazio, e logo há espaço para a energia dos outros nos invadir e contaminar, por outro lado, quando a sua energia está alta, o seu copo está transbordando, está cheio e desta maneira não há espaço para entrar nenhuma energia externa alheia, logo é mais fácil você contaminar os outros a sua volta por inspiração.

Dito isso, ao invés de ficar irritado ou sobrecarregado com a energia de outras pessoas, tente recuar e perguntar para si mesmo: “Isso é meu ou dos outros?” Olhe a sua volta e observe o comportamento, gestos, atitudes e reações das pessoas a sua volta… você logo observará que essas emoções não são suas, mas sim das pessoas ao seu redor. E então diga para si mesmo coisas como: “Que interessante”, “Aquela pessoa ali é rude, que interessante”. “Aquela outra pessoa não consegue controlar os seus filhos incomodando as outras pessoas, que interessante”.

Em seguida, remova os adjetivos. Por uma questão de descrição, observe a pessoa que você chamou de rude. Agora remova a palavra rude e observe o comportamento deles. Não é interessante o modo como elas estão agindo? Não rotule o comportamento delas, apenas observe. Quando você é novo neste conceito, vá em frente e identifique o comportamento das pessoas, porque esse é hábito delas. Depois, dê o próximo passo e remova os rótulos que você deu aos outros. Isso pode demandar um pouco de prática, principalmente na parte de se lembrar de remover os rótulos.

Note, Não Julgue

Ao notar e não rotular, você não está julgando. Em vez disso, você está permitindo que as pessoas apenas sejam. Elas não precisam da sua aprovação para agir dessa maneira.

Elas não precisam de nada de você. Elas estão apenas sendo quem são. Quem elas são pode não ser quem você é ou o tipo de pessoa ao qual você prefere estar por perto. E está tudo bem. Você não está tentando ser amigo dessas pessoas.

Talvez você esteja fila atrás de uma pessoa no supermercado ou andando perto de alguém no shopping. Essas pessoas são apenas estranhos aleatórios cujo comportamento não é como você agiria. Ninguém disse que todos temos que agir da mesma maneira, certo?

Quero dizer, às vezes seria bom, mas temos que ser realistas. Todos estão em um lugar diferente em seu nível de consciência e evolução. E é isso que faz o mundo girar e o torna uma escola.

Tolerância é a chave

Aqui é onde a permissão entra. Permita que eles sejam quem são sem nenhum julgamento seu. Se você os rotular como desrespeitosos, bruscos, rudes, etc., pra que isso servirá? Apenas para te deixar ainda mais chateado e incomodado… E o objetivo aqui é justamente o contrário, para que você não fique irritado ou sobrecarregado.

Talvez eles estejam falando alto demais ou cheiram como se não tivessem tomado banho há uma semana. Mais uma vez, você não está tentando ser amigo deles. Você simplesmente está no mesmo lugar e ao mesmo tempo em que eles estão. Multidões trazem todo tipo de pessoas. Até hoje, nunca vi um shopping, supermercado, show, etc., que apenas permitia a entrada de pessoas respeitosas, caladas e limpas. Seria bom para todos nós pessoas sensíveis, mas isso provavelmente não vai acontecer.

Como não podemos controlar quem está no mesmo lugar e ao mesmo tempo que nós em áreas lotadas, o melhor que podemos fazer é perceber o comportamento deles e encolher os ombros com uma atitude de “que interessante”. Apenas permita que eles sejam quem são. Como eu disse, você não está tentando ser amigo de ninguém.

Deixe a sua Tolerância Exceder a sua Consciência

Se você é uma pessoa super consciente e algo está te incomodando, isto é um sinal de que você não está permitindo que as pessoas sejam quem elas verdadeiramente são. A sua consciência está excedendo a sua tolerância. Sua antena empata está consumindo muita energia e está te incomodando. O objetivo aqui é que a sua tolerância exceda a sua consciência.

Permita que o comportamento das pessoas apenas saiam de você como a água sai de uma torneira.

A definição de tolerância é dar permissão. Um estranho não precisa da sua permissão para agir como ele é. No entanto, seria melhor para a sua sanidade dar a ele a permissão silenciosa para ele agir como ele é, apenas permita. Assim você irá parar de julgar os outros.

Saiba que quando julgamos ou rotulamos os outros é aí que nos aborrecemos com o comportamento deles.

Julgar com frequência nos aborrece

Vamos usar um exemplo. Digamos que você tenha um amigo ou um parente que chega sempre atrasado nos compromissos. Ao fazer isso, essas pessoa muitas vezes estraga os seus planos. Enquanto espera pelo seu amigo, você reclama ativamente com o seu outro amigo: “Então, ele chega sempre tarde! Já reparou nisso? Por que ele nunca chega no horário marcado? Ele estraga tudo pois sempre está atrasado!”

O que você conseguiu com essa pequena explosão? Você pode tentar se justificar dizendo que agora se sente melhor depois te ter tirado isso do peito… Mas você realmente conseguiu se libertar do incômodo com isso? Ao invés disso, você colocou toda a sua atenção no atraso do seu amigo e tornou este comportamento ainda mais intolerável.

Você julgou o comportamento dele. Ao julgar, o seu humor mudou. Você passou de possivelmente animado para irritado pois ele está atrasado mais uma vez.

Como alternativa, talvez se você deixar isso para lá e apenas notar “ok, ele está sempre atrasado, tudo bem, vamos seguir em frente”, você não ficaria tão chateado. Você seguiria em frente. Você apenas permitiria que o seu amigo fosse quem ele é – eternamente atrasado – e não mais deixaria que isso estragasse o seu dia.

Nós Preferimos Valores Similares

Como seres humanos, queremos que as pessoas sejam como nós. Queremos que eles tenham nossos valores. A verdade é que não somos todos iguais. Está tudo bem ser diferente. A diversidade, na verdade acrescenta emoção e interesse. Apesar de sermos todos um, não podemos e nunca seremos todos iguais.

Para criar harmonia em nossa vida, geralmente nos cercamos de pessoas com valores e gostos semelhantes. Não quero dizer personalidades, quero dizer valores. Há uma diferença. É por isso que frequentemente casamos com pessoas com os mesmos valores. Funciona melhor assim. Por isso, escolha amigos com valores semelhantes. Nós tendemos a gostar de pessoas que são como nós de alguma forma.

Já as pessoas na multidão são como um sorteio. Quem está lá, está lá. E você pode lidar com isso de uma maneira mais leve e elevada, apenas permitindo que eles sejam quem são, ou, então se isolando em casa. Mas a verdade é que se isolar de todas essas influência não é nada saudável. Então se você precisar se expor a determinados ambientes pois precisa ir ao supermercado ou ao médico, faça o possível para apenas permitir que as pessoas sejam quem são.

Se você ainda não consegue abraçar as diferenças das pessoas, é porque você ainda não evoluiu o suficiente para aprender sobre a aceitação. Então, antes de se achar a pessoa mais iluminada e evoluída do mundo, ou a última bolacha do pacote, apenas pare de julgar e permita que as pessoas sejam quem são, mesmo que elas não sejam como você. Permita que elas sejam quem são para que você possa coexistir pacificamente no mesmo espaço e aprender cada vez mais sobre a tolerância e aceitação.

Afinal de contas, são as diferenças que fazem o mundo tão fascinante, certo? Então não deixe a sua consciência exceder a sua tolerância!

Aprenda a tolerância e aceitação na prática através da meditação:

Desafio de 8 Dias de Meditação

Sobre Autor

Gabriel Menezes

Fundador do Spartancast, Consultor e Especialista Internacional em Liderança, Alta Performance e Mindfulness dando treinamentos corporativos em todos os continentes do mundo. DJ, Terapeuta Holístico (Registro Profissional CRTH-BR: 3128) e Professor de Mindfulness credenciado pela International Meditation Teachers and Therapists Association (IMTTA), Membro Executivo do International Institute for Complementary Therapists (IICT) e Membro Profissional da American Mindfulness Research Association (AMRA). Diretor e Representante da IMTTA no Brasil formando mais de 200 Professores de Meditação e Terapeutas. CEO do SOMA Awakening Breathworks nos Países de Língua Portuguesa.

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