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Foque na Sua Missão de Vida – Saiba Aqui

minha missão e propósito

Quando percebi que a minha missão era maior que o meu estado de espírito tudo mudou…

Uma vida sem propósito é como um vaso vazio…

Certa vez li isso em algum lugar, e é exatamente desta maneira que tenho me sentido nas últimas semanas. A vida precisa ser preenchida, preenchida não só com trabalho, não só com relacionamentos, mas também com a nossa paixão.

Por isso te pergunto: Qual é a sua real paixão? O que te faz verdadeiramente brilhar os olhos, ferver o sangue ou sentir aquele arrepio na espinha de tanta excitação ao fazer aquilo que mais ama?

Você já descobriu a sua paixão?

Sempre quando encontramos uma paixão, nos enfiamos de cabeça… Como verdadeiros fanáticos nos entregamos, queremos estar o tempo todo cercados por esse tipo de atividade que tanto nos excita.

Pesquisamos e estudamos tudo sobre o assunto pois queremos dominá-lo rápido.

Comigo não foi diferente, porém eu sempre fui uma pessoa de muitas paixões. Pratiquei todo tipo de atividade física, iniciei em diversos esportes, me dediquei a todos eles como nunca me dediquei em nada na minha vida. Pratiquei com afinco todo tipo de artes marciais e esportes radicais diversos. Mas estas paixões tinham sempre data de validade, e não passavam de um ano.

Eu me sentia muito frustrado com isso…

Não conseguia entender o porquê da minha incapacidade de dedicar a minha vida toda a um único esporte.

Eu de fato entrava de cabeça, aprendia tudo o que tinha que aprender sobre aquele assunto. Estudava, treinava todos os dias, vivia e respirava intensamente aquela determinada modalidade esportiva até dominá-la, queria ser o melhor no que fazia mas sempre ficava no mediano, não conseguia ultrapassar essa barreira. Isso ocorria porque eu chegava num determinado ponto e enjoava de tudo aquilo, logo surgia uma nova paixão, um novo esporte, uma nova válvula de escape, e estava eu novamente nesse ciclo de fanatismo e dedicação irrestrita, dando o meu máximo.

Porém esta minha característica me incomodava profundamente, pois com o tempo e a maturidade, comecei a perceber que os meus amigos, familiares e as pessoas mais próximas não estavam mais me levando a sério: “Lá vem o Gabriel de novo. Ah, isso é fogo de palha, vai passar rápido”.

Eu também ficava me torturando com pensamentos como:

  • “Eu nunca serei bom em uma coisa, pois quem tenta ser bom em tudo está fadado ao fracasso”;
  • “Você sonha, quer ser o melhor naquilo, mas não se dedica tempo o suficiente, logo você será mediano em tudo”;
  • “Por que você não consegue se dedicar por mais de um ano em uma coisa só?”.

Por mais que isso não ficasse evidente para as pessoas, este tipo de atitude desistente que me dominava me fazia muito mal, e fazia com que eu me sentisse muito desmotivado, a cada transição de um esporte ou modalidade para a outra eu me sentia vazio, como se faltasse alguma peça dentro de mim, que eu logo descontava na comida e na bebida até achar o meu próximo “vício esportivo”.

Eu não conseguia entender o que acontecia comigo, até chegar um determinado ponto da minha vida, onde olhando para trás eu pude conectar todos os pontos, e tudo fez sentido.

De repente, tudo fez sentido!

Tudo o que eu aprendi, tudo o que eu me dediquei e pratiquei, embora não tenha me tornado o melhor como tanto almejava, me deu a capacidade de conhecer e experimentar de tudo um pouco, e somente por essa minha inquietação hoje posso falar de qualquer esporte.

Na verdade a minha grande paixão nunca foi um esporte específico, mas sim o movimento e a atividade física como um todo, independente de sua modalidade. A minha religião, a minha filosofia e estilo de vida é o esporte, independentemente de qual seja ele. E usando ele como uma ferramenta para a superação dos meus limites, percebi que não só eu, mas muitas pessoas a minha volta tinham conseguido algum tipo de resgate através do esporte.

Pessoas venceram a obesidade, depressão e até deficiências físicas, muitos no processo acabaram se tornando verdadeiros atletas profissionais que hoje vivem do que mais amam.

O real significado do esporte…

Buscando a origem da palavra ESPORTE descobri que ela veio do Anglo-Normando DesporteR, que quer dizer “levar embora”. Procurando sua origem no Latim DIS – que significa, “embora, fora” somado ao PORTARE, “levar” pude confirmar esse significado que originalmente era usado no contexto de “esvaziar a mente ou distrair a cabeça, divertir-se”, e somente pelos meados do Século XIX que esta palavra passou a ser utilizada no sentido de “competição atlética”.

Como um amante de história e admirador da etimologia (estudo da evolução das palavras) sempre tive essa crença no imenso poder que as palavras têm (neuro linguística) de mudar a vida das pessoas e de até mesmo forjar e influenciar a realidade como a vemos.

Ao descobrir ao longo da minha trajetória o real significado desta palavra tão presente na minha vida, imediatamente mais uma peça se encaixou e percebi que esta paixão não se tratava apenas de uma válvula de escape ou de uma atividade para me distrair das minhas preocupações, mas para verdadeiramente me conectar com o meu EU INTERIOR través do desenvolvimento da disciplina e do auto conhecimento que só o esporte pode propiciar.

Passei a ver o esporte como uma poderosa ferramente de ancoragem no presente, me mantendo plenamente consciente no aqui e agora, pois nos momentos de maior foco e concentração podia sentir a paz e calma de uma mente verdadeiramente vazia, que também impactava na minha performance atlética e até na minha vida pessoal.

Assim nasceu um espartano…

Esta paixão que eu sempre tive pelo esporte foi um dos maiores propulsores para a minha vida como um todo. Só hoje tenho a certeza que foi por este motivo que iniciei o projeto Spartancast. Este projeto que tem me ajudado a divulgar esta mensagem de resgate através do esporte pela qual tenho devotado a minha vida. Tenho vivido, experimentado e sentido isso na pele.

Mas tudo o que sobe tem que cair

Porém, por “n” motivos pessoais passei por uma crise existencial, por um processo de quase depressão, e parei de me dedicar a esta atividade que tanto fez brilhar os meus olhos e ferver o meu sangue.

Quando iniciei o Spartancast, comecei a observar que diversos atletas amadores e pessoas comuns se identificavam com essa mensagem, e muito além disso, eu estava de verdade ajudando muitas pessoas.

Eu encontrei um novo propósito para a minha vida, que é o de divulgar esta mensagem de resgate pelo esporte, fazendo-a ser ouvida por cada vez mais pessoas que talvez ainda não tenham se encontrado neste caminho, ou até seguem por ele, mas assim como eu no passado, ainda não conseguiram enxergar o verdadeiro e profundo significado desta mensagem que também me resgatou.

Mas por azar do destino, em algum momento, eu mesmo que tanto senti, vivi, respirei e falei com paixão sobre o esporte, de alguma forma me desconectei dele. Antes havia me dedicado demasiadamente ao esporte, agora estava me dedicando profundamente ao desenvolvimento do meu “Eu autêntico”, emocional e espiritual.

Iniciei neste processo uma série de iniciativas para melhorias do site e criação do Campo de Treinamento Espartano com o intuito de atingir mais pessoas, e devido a correria com aquela velha desculpa da falta de tempo simplesmente parei de praticar atividades físicas.

Aprender a administrar as expectativas é o segredo!

Somado a isso, tive um novo aprendizado pois entendi na prática que os números tem um poder imenso de nos animar, mas também tem um poder ainda maior de nos desmotivar se não soubermos controlar nossas expectativas, e isso não foi diferente comigo.

Os números de crescimento do site e de acessos no lançamento do Campo de Treinamento Espartano foram ótimos, mas na minha mente não foram suficientes, a minha expectativa foi muito maior do que a realidade, e eu mesmo que falava tanto de “se apaixonar pelo processo, ser grato e compassivo” faltei com integridade para com a minha própria palavra, e por esse motivo eu me senti desmotivado e até mesmo fraco.

Gratidão TEM que ser a palavra!

Eu não fui grato pelo o que eu já tinha conseguido, e queria mais.

O excesso de futuro me gerou a ansiedade da expectativa, e, olhando para o passado aqueles números me geravam uma certa frustração. Os problemas pessoais pelos quais eu passava somados a falta de atividades físicas e essa falta de retorno naquilo que eu havia me enfiado de cabeça para tornar ainda melhor me afastaram do presente e da gratidão, logo me senti sem energias para continuar.

Eu não estava mais em movimento, e pior, não estava mais me dedicando a minha maior paixão, me senti um vaso vazio, me senti no fundo do poço… E, como já dizia o velho ditado “mente vazia oficina do diabo”, consequentemente vários pensamentos derrotistas vieram assolar a minha mente com uma frequência muito maior do que a desejada.

Dei espaço para o questionamento…

Comecei a questionar a minha paixão pelo esporte e esse projeto que venho tocando, e pensava:

“Será que as pessoas gostam ou se identificam com o que falo? Quem sou eu para querer ensinar algo para as pessoas? Será que realmente vale a pena investir tanto tempo e gastar tanta energia nisso? Será que vale a pena seguir em frente? Será que eu não devia me dedicar mais ao meu trabalho, a minha carreira profissional e  aos meus relacionamentos? Qual é a utilidade de me dedicar tanto a pessoas que eu se quer nem conheço”.

Estes e muitos questionamentos eclodiam na minha cabeça o tempo todo, eles bombardeavam e minavam incessantemente toda a minha energia, e aos poucos essa paixão foi se esvaindo.

O vaso vazio

No entanto mesmo com todos esses questionamentos eu seguia como um vaso vazio… Eu não sabia o que estava faltando dentro de mim, algo, alguma peça estava solta. O tempo livre que adquiri por não estar mais me dedicando ao projeto foi usado para o estudo, leitura e desenvolvimento pessoal. Nunca li tanto. Fiz  diversos cursos, me desenvolvi muito.

De certa forma seguia nesse aprendizado com a justificativa de estar me preparando para trazer conteúdo ainda melhor para o Spartancast. Mas ao mesmo tempo a minha auto estima e auto confiança para continuar fazendo isso estavam muito baixas e eu seguia procrastinando…

Eu estava infeliz e triste, o mundo estava cinza para mim.

Eu me sentia um hipócrita comigo mesmo, eu estava faltando com integridade para com a minha mensagem. Afinal, como alguém que fala tanto de resgate através do esporte, não estava mais praticando aquilo que tanto falava?

E aí veio a realização: eu precisava entrar de cabeça e voltar imediatamente com esse projeto, parar de planejar e aprender para começar a fazer efetivamente.

Percebi que várias crenças limitadoras estavam me segurando, perfeccionismo era uma delas, eu queria o site perfeito, o áudio perfeito, o texto perfeito, o vídeo perfeito, e com isso tudo o que eu fazia nunca parecia suficientemente bom. Minha mente estava nublada pelo perfeccionismo, e o medo de errar ou de fazer algo mediano me bloqueava.

E logo eu que falava que a perfeição era algo utópico, e que nunca devemos buscá-la, mas sim atingir a excelência através da prática, não estava fazendo mais nada, me deixando ficar impotente por esta mentalidade auto-sabotadora.

Me faltava ainda o brilho nos olhos

Com a falta da prática de atividades físicas, também tive uma queda muito grande na minha auto estima e auto confiança. Olhando no espelho não via mais aquele meu corpo de antigamente que conquistei com muito suor, disciplina e dedicação.

Olhava o meu reflexo e não via mais aquele brilho de confiança nos olhos, eles pareciam vazios e sem força. Veio também com isso uma outra crença limitadora, a crença de que eu não era o bastante para falar qualquer coisa sobre o esporte pois eu não estava mais praticando aquilo o que eu tanto falava, e definitivamente eu não quero soar como um hipócrita.

Quando identifiquei essa segunda crença limitadora, me pus em movimento, não para ganhar novamente os músculos que perdi, não para participar de nenhuma corrida, mas para encontrar o meu “EU AUTÊNTICO” que tinha se perdido em algum lugar. Coloquei o meu corpo em movimento, e voltei a fazer aquilo que mais amo, para enfim também poder comunicar esta mensagem que se tornou maior do que eu mesmo.

Hoje ao voltar a me dedicar a tudo o que tinha parado de fazer, sinto como se o meu fôlego de vida retornasse com força e vitalidade total.

Somente após uma trajetória de altos e baixos, atingindo o fundo do poço, passei a entender que o meu propósito, a minha missão de vida, é muito maior que o meu estado emocional ou que qualquer obstáculo que se apresente diante de mim, pois é esta paixão que me mantém, é esta paixão que me faz viver e seguir em frente, e através dela que me sinto feliz e realizado por estar agregando valor, ajudando outras pessoas em constante contato com o que mais me faz brilhar os olhos.

Agora não sou mais um vaso vazio, sou um vaso transbordando alegria, qual é a sua paixão?


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Sobre Autor

Gabriel Menezes

Fundador do Spartancast, Consultor e Especialista Internacional em Liderança, Alta Performance e Mindfulness com atuação na área esportiva e empresarial. Terapeuta Holístico (Registro Profissional CRTH-BR: 3128) e Professor de Mindfulness credenciado pela International Meditation Teachers Trainers Association (IMTA) e Membro Executivo do International Institute for Complementary Therapists (IICT) e Membro Profissional da American Mindfulness Research Association (AMRA). Master Trainer de Mindfulness da IMTTA e representante do SOMA Awakening Breathworks no Brasil.