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O Medo de receber NÃO!

Existe uma frase que diante de determinados desafios, eu sempre repito para mim mesmo: “O NÃO eu já tenho”.

Ir preparado para o NÃO facilita muito a nossa vida pois nos ajuda evitar a criação de falsas expectativas e ao mesmo tempo nos dá coragem de seguir em frente, e pelo menos tentar.

Mas por que será que temos tanto medo de receber o NÃO?

Como tudo o que eu escrevo e compartilho através do Spartancast, eu não me contento com a superficialidade das informações e me esforço ao máximo para não ser confundido com auto ajuda barata… Nós não precisamos reinventar a roda, pois ela já foi inventada, e é exatamente por isso que eu tenho “urticárias” e até um certo “asco” de gurus com suas soluções e suas fórmulas secretas “infalíveis”.

Então como um bom filósofo, para buscar a resposta para este questionamento, e todos os outros que eu me deparo todos os dias, eu fui buscar lá na filosofia, antropologia e fisiologia.

A Biologia do “NÃO”

Todos nós fomos programados biologicamente para sermos seres totalmente sociáveis. Se olharmos para trás e revisitarmos toda a nossa história concluiremos rapidamente que os maiores desafios que o ser humano enfrentou durante toda a sua passagem na face desta terra foram superados através do coletivo, do trabalho em equipe e da união. Sozinhos podemos até ir mais rápido, mas juntos vamos muito mais longe.

A Oxitocina, o hormônio do amor, é um químico essencial para o nosso crescimento e evolução. Quando ainda pequenos precisamos deste hormônio que surge da íntima conexão com a nossa mãe, para que o nosso sistema metabólico e imunológico, dentre outras funções, funcione de forma equilibrada e correta.

Só para você ter uma noção do que estou dizendo, um estudo conduzido com crianças em orfanatos na Inglaterra, concluiu que apesar de toda a oferta abundante de alimentos, as  crianças sem o amor de seus pais possuiam níveis reduzidos de Oxitocina e eram mais propensas a subnutrição e dificuldades de aprendizado do que as crianças que possuiam um lar e uma família.

Onde eu quero chegar com isso…

Juntando as peças fica muito simples de entender!

Ao contrário da maioria dos mamíferos, os seres humanos foram biologicamente programados para serem totalmente dependentes de seus pais até aproximadamente os 3 anos de idade.

Logo, como consequência natural isso nos causa um impacto psicológico influenciando o nosso modo de pensar, agir e se relacionar, pois grande parte da nossa mentalidade e comportamentos são influenciados pelo nosso corpo, pela nossa biologia.

Sabemos que para fazermos parte de uma tribo, grupo ou sociedade, devemos nos ENCAIXAR e ser ACEITOS.

O NÃO cria exatamente o mesmo estímulo neurológico da NÃO ACEITAÇÃO, estes neurotransmissores engatilhados pelo nosso cérebro quando recebemos um NÃO são os mesmos gatilhos da REJEIÇÃO, e essa reação neural estimula os neuropetítideos que regulam os nossos hormônios. O “NÃO”, o “NEGATIVO” coloca em ação as nossas glândulas adrenais que secretam a Adrenalina e estimulam o aumento dos níveis de Noripinefrina e Cortisol.

Estes hormônios tem o papel de nos jogar no “modo de luta ou fuga”, também conhecido como instinto de sobrevivência, e isso tem um impacto direto sobre o nosso estresse e confusão mental. Quando estamos na sobrevivência não conseguimos habitar na criação: Você prefere pegar o pote cheio de ouro ou fugir primeiro do tigre que está no caminho até ele?

Temos uma mente extremamente evoluída em um corpo ainda primitivo!

O medo do NÃO é fisica e mentalmente desmoralizante, ele drena a nossa energia em um nível neural e biológico. Porém sabemos que o medo é uma coisa que acontece somente no nosso cérebro através da previsão de coisas e situações que ainda nem aconteceram.

Os nossos mecanismos biológicos de defesa entram em ação diante do medo, mas na sociedade neurótica que vivemos hoje, também sabemos que a maioria dos nossos medos são infundados, entretanto a maioria das pessoas seguem reféns deles. O medo é um sentimento tóxico, ele não só mata os nossos sonhos como corroe a nossa motivação. Ele nos impede de crescer e evoluir pois muitas das vezes deixamos oportunidades escorregarem por entre os nossos dedos como areia pois temos medo de arriscar, e por isso muitas das vezes nem tentamos.

“Quem não arrisca, não petisca!”

Sem medo de soar piegas demais! Agora que você entendeu como o seu corpo está controlando a sua mente sem que você tenha se dado conta disso, saiba que só cresce quem arrisca! Então utilize o mesmo mantra que eu, e siga tentando mesmo quando estiver se borrando de medo de receber um NÃO!

Afinal de contas: “O NÃO você já tem”, desde o momento que você se entregou ao medo dele e por isso nem tentou.

REFLITA!

 

 

Sobre Autor

Gabriel Menezes

Fundador do Spartancast, Consultor e Especialista Internacional em Liderança, Alta Performance e Mindfulness com atuação na área esportiva e empresarial. Terapeuta Holístico (Registro Profissional CRTH-BR: 3128) e Professor de Mindfulness credenciado pela International Meditation Teachers Trainers Association (IMTA) e Membro Executivo do International Institute for Complementary Therapists (IICT) e Membro Profissional da American Mindfulness Research Association (AMRA).