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Dor Muscular é Inimiga ou Aliada? Confira!

Dor Muscular Inimiga ou Aliada

Dor Muscular Inimiga ou Aliada

Para entrar no céu, temos que passar pelo purgatório. No Pain no Gain (Sem dor sem ganho). Estas expressões transmitem uma ideia que muitos repetem como incentivo, mas que poucos estão dispostos a enfrentar na própria pele. Quando se trata de exercícios físicos, geralmente a desculpa para não fazer é: “Ah, nem pensar fazer isso aí, pra ficar como o corpo todo dolorido depois?”

Essa é a ideia geral, exercícios físicos trazem dor e de certo modo somos todos masoquistas porque estamos sentindo dor o tempo todo, feliz mesmo é quem é sedentário, não precisa se esforçar e está sempre em uma situação confortável.

Mas tem que ser assim? É mesmo verdade que sofremos o tempo todo? Qual a verdade por trás da dor? Ela é realmente um mal necessário?

Não sentimos dor o tempo todo.

De acordo com o Dr Jordan D. Metzl, M.D., médico do esporte no Hospital para Cirurgias Especiais da Cidade de Nova York e autor do Livro de Remédios Caseiros do Atleta (The Athlete’s Book of Home Remedies), a dor não é um mal necessário, mas sim o resultado de um treino bem realizado, aquele treino que exige um pouco mais que o usual, o que por sua vez leva a avançar no resultado final.

Atualmente, é consenso entre os fisiologistas, de que a dor muscular – DOMS: Delayed Onset Muscle Soreness, Dor Muscular Tardia – nada tem a ver com o ácido lático (outro dia falaremos um pouco mais sobre como o ácido lático é um importante fator durante um treinamento que mantém nosso corpo no limite entre o aeróbico e anaeróbico) ela pode estar mais relacionada a miscroscópicas lesões na musculatura, que por sua vez ativam um processo inflamatório para fazer o reparo das áreas atingidas e isso leva àquela dor a que todos estamos acostumados a cada vez que mudamos o treino ou forçamos um pouco mais.

Mas nem tudo é sofrimento

Essa dor deve durar de 24 a 72 horas no máximo e ela é um indicativo de estarmos realmente nos esforçando. Ela também é um indicativo de que temos um limite: Se a dor que você sente no dia seguinte está além do que um simples incômodo e chega até mesmo a limitar seus movimentos, então esse é um bom momento para uma pausa. Na prática de qualquer esporte ou atividade física, devemos aprender a dominar a mente para que ela não imponha limites que não temos, por outro lado, se o corpo pede uma pausa é melhor obedecer, e a dor é nosso maior aliado.

Portanto, durma bem, alimente-se bem, treine duro e não se preocupe com a dor, ela nem é tão “dolorida” assim, você se acostuma e ela também passa rápido. Com o tempo, por mais contra-intuitivo que isso possa parecer, essa do passará até causar uma sensação de prazer e bem estar pelo treino bem feito. O mais importante é, quando alguém te chamar de louco porque gosta de sentir dor, olhe para a barriga dele e morra de rir por dentro.

Fontes:

Sobre Autor

Professor Gabriel Menezes

Fundador do Spartancast, Consultor e Especialista Internacional em Liderança, Alta Performance e Mindfulness dando treinamentos corporativos em todos os continentes do mundo. DJ, Terapeuta Holístico (Registro Profissional CRTH-BR: 3128) e Professor de Mindfulness credenciado pela International Meditation Teachers and Therapists Association (IMTTA), Membro Executivo do International Institute for Complementary Therapists (IICT) e Membro Profissional da American Mindfulness Research Association (AMRA). Diretor e Representante da IMTTA no Brasil formando mais de 200 Professores de Meditação e Terapeutas. CEO do SOMA Awakening Breathworks nos Países de Língua Portuguesa.